Em 1998, foi lançado um filme contando a vida de Gia Marie Carangi, a primeira super-top model da América. Era um filme feito pra TV, e esse ano foi lançado em DVD. Eu já tinha visto flashes, lembrava alguma coisa, mas nunca tinha parado pra assistir inteiro. Enfim, consegui assisti-lo hoje.
Nascida em 1960, Gia torna-se modelo no final dos anos 70 e seu sucesso vem logo após, até o começo dos anos 80. É uma ascensão incrivelmente rápida, assim como sua decadência. Ela surge, branca de cabelos pretos, no meio de tantas louras bronzeadas que tomavam conta das passarelas. Bissexual, ela arrasta o mundo a seus pés, encanta os grandes nomes da moda, estilistas, fotógrafos, ninguém resiste. Mas infelizmente ela não estava preparada para as armadilhas desse mundo, onde todos te amam quando você está no topo, e te desprezam quando está no fundo do poço. Ela afundou nas drogas, tendo sido fotografada inclusive quando estava completamente dopada, de cocaína ou heroína. Saiu na Vogue com marcas de seringa nos braços, foi pega com drogas, e internada como indigente. Gia foi primeira mulher famosa a morrer de AIDS. Quebrou paradigmas, revolucionou o mercado fashion e a imagem desse universo.
Gia é maravilhosamente interpretada por Angelina Jolie, que surpreende com a profundidade da personagem. É um filme chocante no início, principalmente pra quem não sabe o que esperar, mas depois a gente sente um carinho enorme pela Gia, uma vontade de colocá-la no colo e amá-la, já que isso era só o que ela queria. É uma grande pena que ela não soube se amar.

