O livro do ano

13 12 2008

Eu sei que muita gente já falou sobre ele, mas pra mim, esse foi o livro do ano. Não que o meu ano tenha sido de muitos livros, até já coloquei na minhas resoluções de ano novo “Ler mais”, mas dos poucos que li, esse foi O livro.

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O Código da Vida – Fantástico litígio judicial de uma família: drama, suspense, surpresas e mistério.

Descrição da Saraiva:

“Em “Código da Vida”, a pretexto de contar, com todos os detalhes, um caso curiosíssimo que viveu como advogado, Saulo Ramos entermeia essa história de suspense absolutamente verídica com sua história de vida, desde a infância nas cidades paulistas de Brodowski e Cravinhos, até os dias de hoje. Desobedecendo todas as obviedades da estrutura tradicional das biografias, Saulo Ramos constrói uma obra de qualidade espantosa, seja pela riqueza vocabular de sua linguagem, seja pela maestria com que utiliza os recursos literários de uma narrativa. Mas, como se isso não bastasse, a vida de Saulo Ramos tem ingredientes dignos das mais importantes biografias já publicadas no Brasil. Como o menino do interior chegou a Consultor Geral da República?”

Minha vó me deu de presente do início do ano, um amigo advogado dela tinha indicado. Daí que eu não dei muita bola, comecei a ler devagar, enrolando um pouco, e de repente não conseguia mais largar! Não sei se era pra descobrir o final da narração central, ou pra descobrir mais alguma coisa que se passou nos bastidores da Justiça Brasileira durante tantos anos. Maravilhoso! Prende a atenção do ínicio ao fim, e é uma delícia cada história que ele conta. Você pensa: “Putz, ele estava lá!”. Super recomendo.





Burra?

11 12 2008

Meu pai sempre me disse que no mundo existem três tipos de pessoas: as sábias, que aprendem observando o erro dos outros; as inteligentes, que aprendem com os próprios erros; e as burras, que simplesmente não aprendem, mesmo errando.

Eu sabia que estava precisando estudar pra prova de Processo Penal II, mas fiquei doente na véspera e não estudei, porque faria segunda chamada. Fiz a segunda chamada sem estudar direito, e me fodi ferrei. Nota 4. =| Pois que a teacher amada resolveu dar umas aulinhas extras antes da PF, e eu resolvi pegar pesado. Processo Penal já era minha matéria preferida, mas agora ela é idolatrada, salve, salve. Estou amando e achando que sou o cara de PP II =D

Tomara que eu esteja inserida no rol das pessoas inteligentes.





Sonhos

22 11 2008

As minhas aulas acabam sexta-feira próxima, tô super precisando de férias! Essa semana tenho prova todos os dias, tenho que estudar, mas nada que me tire o sono.

Aliás, graças a Deus, comigo sempre foi assim. Nunca me matei de estudar, quer dizer, acho que estudei de menos em toda a minha vida, mas sempre tive facilidade pra aprender e ia bem nas provas e tal. E na faculdade não é diferente.

Comecei o primeiro ano animada, depois de desistir de fazer Jornalismo porque em Cuiabá é foooda, e não tinha pretensão nenhuma de ir morar fora. Sempre amei Português, Literatura e tudo o mais, mas nunca foi algo que parei pra pensar bem a respeito. Então. Primeiro ano chato pra caramba, matérias sem-graça e nada a ver com a visão que eu tinha de Direito. Mas tudo bem, todo começo de faculdade é chato, já tinham me avisado.

Daí veio o segundo, Direito Civil, Direito Penal, Processo Civil, Constitucional e… nada. Nem um tesãozinho. Minha prima, recém advogada, veio passear em Cuiabá e me disse que é assim mesmo, ela própria só foi gostar lá pelo terceiro ano e olha aí, hoje é realizada! Com todo mundo é assim, Direito é um curso ótimo e tal. ‘Mas eu gosto de Letras!’ Gosta de escrever? Ótimo, você vai usar muito isso na vida jurídica e blablablá. ‘Não gosto simplesmente de escrever. Gosto de gramática, de regras, de interpretação…’ Mas quer viver de quê? De ser professora? Continua o Direito que você já já se apaixona.

Chegamos no terceiro ano, animadinha, gosto de Penal (90% dos alunos também), minha professora de Processo Penal é maravilhosa, mas… não adianta. Vou formar e fazer o quê? Ser advogada? Credo! ‘Faz concurso que você tá estável pelo resto da vida!’ Estável e infeliz, com uma vida monótona e sem grandes paixões. Não adiaaanta, não quero. Só que agora que já chegamos até aqui, faltam só dois aninhos, vamos até o fim, né? A faculdade é boa, vai ser útil pra minha vida, mas pra trabalhar… até pode ser, se eu passar no concurso da ABIN, porque ser agente investigativo eu já desisti, depois de descobrir que no Brasil não funciona como nos filmes e seriados americanos, com aquele tanto de perícia e exames e provas impossíveis.

Vou terminar, até por desencargo de consciência, mas depois eu vou viver meu sonho. E ser feliz, mesmo que dando aula pra rede pública, e ganhando salário de fome. Mas se eu conseguir mudar a vida de um aluninho que seja, já estarei realizada.